Colocando um site no ar
Faz um tempo que eu queria criar um espaço meu na internet. Não um perfil em uma plataforma de escrita, ou uma rede social, mas algo que eu possa deixar do jeito que eu quero, compartilhar coisas legais e, quem sabe, aprender algo no caminho.
O problema é que eu não sabia nada sobre como fazer isso. Domínio, hospedagem e DNS eram coisas que eu entendia superficialmente (não que seja muito diferente agora) mas nunca tinha colocado a mão na massa.
Nesse breve artigo vou compartilhar um pouco sobre como foi esse processo para chegar nessas telas que você está vendo, o que eu aprendi, o que eu tentei, o que deu certo e o que não deu certo.
Escolha das ferramentas
As primeiras decisões foram relacionadas ao domínio. Descobri que ao comprar um domínio, meu nome, email e endereço ficam expostos no WHOIS, em que qualquer pessoa pode ir lá e ver quem é o dono de um site. Não era o que eu queria. Então descobri que o Cloudflare possui uma camada de privacidade gratuita, que esconde meus dados e coloca os dela no lugar. Perfeito, temos um domínio!
Depois eu precisava decidir onde colocar meu site. Eu queroa algo simples, estático, rápido… Descobri que o próprio Cloudflare tem um serviço que se encaixa perfeitamente: o Cloudflare Pages tem largura de banda ilimitada, HTTPS automático, deploy automático direto do commit no Github a cada atualização. Além disso tudo, o custo total é a apenas o custo de manter o domínio com eles.
Para o site em si, eu procurei algo que não me causasse muita dor de cabeça pra configurar e tivesse uma forma simples de ter uma estrutura de blog. O objetivo é simples: depois de um setup, eu escrevo meus conteúdos em markdown e a ferramenta resolve o resto. E aí que encontrei o Astro e vi que ele já resolve muitas dessas coisas por mim.
Tudo estava relativamente simples, exceto por um problema aqui ou ali que existe em qualquer projeto. Então eu pensei, porque não complicar um pouco?
Tá, talvez não seja over-engineering porque o que motivou foi um dos problemas que eu passei e a solução foi bem simples: adicionei Docker na história. Depois de alguns Dockerfiles e docker-compose quebrados, não preciso mais resolver versão de Node na minha máquina, nem lembrar qual é o comando que eu rodo pra testar meu projeto local. docker compose up e tá pronto pra testar!
O Resultado
Se você está lendo isso o site está no ar. Domínio próprio configurado. HTTPS ativo e analytics configurado. Tudo isso sem pagar nada além da renovação anual do domínio.
O deploy também é automático: escrevo, salvo, envio para o GitHub e, em poucos minutos, o site está atualizado.
O que vem por aí?
Essa é só a primeira publicação no blog. A ideia é começar a escrever sobre as coisas que vou aprendendo. E como eu já aprendi com Feynman, essa é uma boa forma de aprender — e de verificar que realmente foi entendido.
Então o que você vai ver por aqui são conteúdos de tecnologia no geral: engenharia de software, aprendizado de máquina, inteligência artifical, estatística, eletrônica… e qualquer coisa que valha a pena compartilhar.
Até a próxima!